A fabricante chinesa BYD avança de forma significativa em sua operação no Brasil, com a intenção de dobrar a capacidade de produção em sua fábrica local para 600.000 veículos anuais. O vice-presidente sênior da empresa, Alexandre Baldy, revelou que a BYD está na fase final das obras de sua unidade, que inclui galpões de estamparia, soldagem e pintura, e já está se preparando para atender às exigências de nacionalização de componentes, superando a marca de 50% até 2027.
Baldy também destacou que, apesar das críticas de setores da indústria nacional sobre a dependência de importações, a BYD está comprometida em se consolidar como um fabricante local. “Nosso objetivo é inaugurar 2027 além das exigências regulatórias, garantindo que nossas operações estejam completas”, afirmou. A meta da montadora é se tornar a líder em vendas no Brasil até 2030, mas, por enquanto, enfrenta um desafio significativo: a demanda por seus veículos já supera a capacidade de produção atual, que está em plena expansão.
Os números são reveladores. A empresa já registra uma média de 30.000 pedidos mensais, deixando uma lacuna de 5.000 a 6.000 vendas não realizadas, conforme Baldy. Com investimentos que ultrapassam R$ 5,5 bilhões, a unidade brasileira tem potencial de faturar 200.000 veículos até o final deste ano. Em setembro, a BYD conquistou 8,5% do mercado automotivo brasileiro, com 22.209 veículos emplacados, e é já líder no Uruguai, além de se destacar em países como Colômbia e Argentina.
A BYD, que iniciou suas operações em Camaçari, Bahia, em outubro de 2025, já recebeu pedidos de 50.000 veículos do México e mais 50.000 da Argentina, demonstrando a confiança de mercados regionais na empresa. Com uma força de trabalho atual de cerca de 9.000 colaboradores, a fabricante prevê um aumento para 10.000 até o final do ano, solidificando ainda mais sua presença no Brasil.
Crédito da imagem: Fábrica da BYD em Camaçari (BA)


