O reencontro de Tiago Fabiano Corrêa Pacheco com um Ford Galaxie 500, que ele admirava na infância, se transformou em uma verdadeira saga de nostalgia e superação. Após 30 anos sem vê-lo, Tiago, hoje com 46 anos, comprou o carro que permaneceu estacionado por 17 anos no nono andar de um prédio em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O desafio de retirar o veículo exigiu um planejamento cuidadoso e a ajuda de amigos, já que o Galaxie estava sem freios e o motor inoperante.
O processo de descida do carro não foi simples. Com o acesso do prédio em formato de caracol, Tiago utilizou um jipe 4×4 para garantir que o carro não escorregasse durante a operação. “Deu tudo certo, descemos de primeira, mas foi uma grande festa a retirada do carro”, relembra ele, refletindo sobre a emoção do momento.
A história de Tiago com o Galaxie começou na década de 1990, quando ele passava pelo estacionamento em seu caminho para a escola. O fascínio pelo carro o acompanhou até que, durante uma visita a outro estacionamento anos depois, ele o reconheceu: “Esse carro é o carro que eu via no colégio. Vamos tentar comprar”, disse a si mesmo. A negociação, no entanto, não foi fácil e envolveu conversas com a família do antigo proprietário.
Após algumas tentativas frustradas, o filho do antigo dono procurou o sogro de Tiago, resultando na compra do carro em 2021. Ao receber as chaves, Tiago fez uma descoberta curiosa: dentro do veículo, encontrou um jornal datado de 10 de outubro de 1988, que havia sido colocado sob o tapete, um truque comum na época para evitar a umidade. Outro documento de 2004 confirmou que o Galaxie tinha sido transferido para o prédio onde ficaria estacionado até 2021.
Atualmente, o carro aguarda uma reforma que inclui a pintura e outras melhorias. Tiago, entusiasmado, planeja levá-lo a eventos de colecionadores e continuar sua jornada com o veículo que faz parte de sua história. “Quero fazer mais história com ele”, conclui, revelando a profunda conexão emocional que mantém com o carro que um dia foi apenas um sonho de infância.


