Em uma decisão que pode impactar diretamente o bolso dos consumidores, os estados e o Distrito Federal aprovaram um novo aumento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, que será implementado a partir de 1º de fevereiro de 2027. Essa medida, discutida no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), se soma a uma série de reajustes que vêm ocorrendo nos últimos anos.
Conforme os novos convênios divulgados, os valores do ICMS sofrerão as seguintes alterações: a gasolina terá uma elevação de 4,5%, passando de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro; o diesel sofrerá um aumento mais significativo, de 11,1%, subindo de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro; e o gás de cozinha (GLP) também verá um acréscimo de 4,8%, de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
Este é o terceiro ano consecutivo em que o ICMS sobre combustíveis é elevado, refletindo uma tendência que preocupa motoristas e consumidores em geral. Em janeiro deste ano, já havia ocorrido um aumento no imposto, evidenciando a constante pressão sobre os preços dos combustíveis. A atualização anual é baseada nos preços médios mensais dos combustíveis, conforme divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), levando em conta a comparação entre os períodos de fevereiro a setembro de 2026 e 2025.
Além disso, os estados estão considerando a possibilidade de antecipar uma nova atualização do ICMS sobre o diesel, em resposta à instabilidade dos preços internacionais do petróleo. Essa situação gera incertezas não apenas para os motoristas, mas também para a economia em geral, já que a variação nos preços dos combustíveis pode ter efeitos em cadeia em diversos setores.



