A Volkswagen finalmente trouxe o ID.4 para o Brasil, marcando a estreia do primeiro SUV elétrico da montadora disponível para venda no país. Com um preço de R$ 299.990, o modelo, que antes só podia ser alugado, promete mais potência e uma bateria de maior capacidade. No entanto, essa chegada é envolta em controvérsias, já que o ID.4 será substituído pelo ID. Tiguan na Europa e nos EUA, o que gera questionamentos sobre sua longevidade no mercado brasileiro.
O g1 teve a oportunidade de testar o ID.4, explorando suas funcionalidades e avaliando se o preço elevado se justifica diante da concorrência, especialmente de modelos chineses que oferecem opções mais acessíveis. Equipado com um motor de 286 cv e uma bateria de 84 kWh, o ID.4 promete uma autonomia de 389 km, superando a versão anterior disponível para locação, que contava com apenas 204 cv e bateria de 77 kWh.
A plataforma MEB, que sustenta o ID.4, garante um design aerodinâmico com um coeficiente de arrasto de 0,28, proporcionando eficiência e um melhor desempenho. O veículo também conta com recursos de tecnologia avançada, como uma central multimídia de 12,9 polegadas e um sofisticado sistema de iluminação em LED. Contudo, a cabine apresenta algumas escolhas de design que podem não agradar a todos, como os comandos sensíveis ao toque para os vidros traseiros, que podem ser considerados um retrocesso em relação ao que se espera de um veículo de alto valor.
Embora o desempenho do ID.4 ao volante seja elogiável, com uma suspensão bem ajustada e uma direção responsiva, a montadora precisa considerar se essa experiência será suficiente para atrair consumidores que têm à disposição opções mais baratas e com uma proposta inovadora. Com a chegada de novos concorrentes chineses em 2026, a análise de custo-benefício se tornará ainda mais crítica.
A Volkswagen não se manifestou sobre como pretende justificar o preço do ID.4 no Brasil, especialmente em um cenário onde modelos como o BYD Yuan Plus, com 449 cv e preço promocional de R$ 269.990, se apresentam como alternativas atrativas. A expectativa é que o ID.4, apesar de sua grandiosidade, enfrente dificuldades para conquistar seu espaço nas ruas brasileiras, a menos que a marca consiga criar uma conexão emocional forte com os consumidores.
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